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Sindicato Nacional e Democrático dos Professores

Reunião SINDEP/MECI - Revisão das habilitações para a docência

Reunião com o MECI de 27.10.2026

A FENEI/SINDEP reuniu esta manhã com o MECI, no sentido de avaliar a proposta de revisão do Decreto-Lei nº80-A/2023, de 06.09, que define os requisitos mínimos de formação científica adequada às áreas disciplinares dos diferentes grupos de recrutamento (cursos pós-Bolonha), nomeadamente, a relativa ao grupo de recrutamento 110 – 1º ciclo do ensino básico e o reconhecimento da Licenciatura em Educação Básica como habilitação científica para a docência.

Reconhecemos a atual carência de professores, e compreendemos a necessidade de assegurar o regular funcionamento das escolas e a redução de situações de ausência de aulas. No entanto, sublinhamos que a questão da falta de professores no 1º ciclo do ensino básico reveste-se de um contexto que não pode ser ignorado e para o qual a FENEI/SINDEP tem vindo a chamar a atenção, pelo menos desde 2013, com sucessivas interpelações, designadamente à Provedoria de Justiça.

A FENEI/SINDEP identificou que determinadas especificidades, tais como:

  • uma componente letiva de 25h semanais
  • um calendário escolar estendido mais um mês
  • uma carga administrativo-burocrática sem tempo específico atribuído para essas funções
  • a responsabilidade de acompanhar crianças de faixas etárias muito baixas que exigem uma proximidade e uma diferenciação de orientação e supervisão
  • a heterogeneidade de grupos de crianças, quer em idade quer no nível de aprendizagem contribuem para que o grupo 110 seja sucessivamente trocado por grupos de recrutamento do 2º ciclo do ensino básico, o que agrava a carência de docentes, de forma cada vez mais generalizada.

 

Neste sentido, estas exigências devem ser reconhecidas e devidamente ponderadas na definição das políticas de recrutamento e valorização profissional.

A FENEI/SINDEP alertou para a necessidade das medidas excepcionais terem um carácter temporário e serem integradas numa estratégia estrutural de valorização e equidade do 1º ciclo relativamente aos restantes ciclos do ensino básico.

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CGA obrigada a aceitar reinscrição!!

Tribunal Constitucional declara inconstitucional norma que impedia a reinscrição na CGA
Decisão reconhece violação do princípio da proteção da confiança e abre caminho à revisão das regras aplicáveis aos funcionários públicos que regressaram à Administração Pública.
O Tribunal Constitucional declarou, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade da norma que restringia a reinscrição na Caixa Geral de Aposentações
(CGA) dos trabalhadores da Administração Pública que interromperam o vínculo ao Estado após 1 de janeiro de 2006 e regressaram posteriormente ao serviço público.
Na decisão, os juízes do Palácio de Ratton consideraram que a alteração legislativa introduzida em 2024 afetou retroativamente direitos consolidados dos trabalhadores, violando o princípio constitucional da proteção da confiança.
Esta decisão representa um desenvolvimento relevante para os funcionários públicos abrangidos por estas regras, nomeadamente os que, após uma interrupção da sua ligação à Administração Pública, regressaram ao exercício de funções e viram recusada a possibilidade de reinscrição na CGA.
O reconhecimento da inconstitucionalidade da norma poderá ter consequências na situação dos trabalhadores afetados, devendo os efeitos concretos da decisão ser apreciados à luz do respetivo enquadramento legal e dos procedimentos aplicáveis.
O SINDEP acompanhará os desenvolvimentos decorrentes desta decisão, tendo em vista a defesa dos direitos dos docentes e a salvaguarda das suas legítimas expectativas em matéria de proteção social e aposentação

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Mobilidade Por Doença 26/27 - Submeter Pedido

Está disponível no SIGRHE, a aplicação informática que permite submeter o pedido de mobilidade por motivo de doença (art.º 9.º do Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual), relativo ao ano letivo de 2026/2027.
A quem se destina?
Docentes de carreira que estejam incapazes para o exercício de funções docentes e letivas, sejam portadores de doença incapacitante ou tenham a seu cargo familiar com doença incapacitante.
Quais os requisitos?
Nesta fase, apenas podem apresentar pedido os docentes cuja situação de doença tenha surgido ou agravado após 18 de junho de 2026, data que marcou o fim da primeira fase do regime de mobilidade por motivo de doença. A situação deve ser confirmada e datada pelo médico responsável, no campo do relatório médico indicado para o efeito.
Enquadramento Legal:
Decreto-Lei n.º 43/2025, de 26 de março: Altera o Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, que estabelece o regime de mobilidade de docentes por motivo de doença;
Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho: Estabelece o regime de mobilidade de docentes por motivo de doença;
Despacho n.º 5868-B/2025, de 23 de maio: Regulamenta o procedimento da mobilidade de docentes por motivo de doença;
Despacho Conjunto n.º A-179/89-XI, de 22 de setembro: Doenças incapacitantes consideradas (pág. 9551).

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Mobilidade por Doença 26/27 - Resposta à Reclamação

Docentes: já está disponível o resultado da reclamação da MPD 2026/2027!

No âmbito da Mobilidade de Docentes por Motivo de Doença, a AGSE informa que o resultado da reclamação já pode ser consultado na aplicação SIGRHE:

      Situação Profissional > Mobilidade de docentes por motivo de doença - 2026/2027 > Reclamação > Resultado

      Atenção: quem tenha obtido colocação e disponha de serviço letivo atribuído deve permanecer no AE/EnA até que seja assegurada a sua substituição, garantindo a continuidade do serviço letivo e a estabilidade do processo de ensino e aprendizagem.

 

 

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O SINDEP, Sindicato Nacional e Democrático dos Professores, é um sindicato filiado a nível nacional na UGT e a nível europeu e mundial na Internacional da Educação e desde sempre ligado à defesa dos direitos dos trabalhadores em geral e dos educadores de infância e professores portugueses em particular.

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